terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Feelings

Sinto que estou a sofrer pelas quase letais crises do subconsciente! Um mundo que queres defender, e estás disposto ao possível e impossível para adquirires esse estatuto de alta potencialidade. Mexe contigo, agita-te, apaga a luz que vive num amor um pouco distante.
Depois, não tentas mais nada, porque consideras que tudo é mais forte do que tu. Aí, cresce o medo. Um homem sem medo não morre. Mas, não é assim que acontece contigo! Começas a temer tudo e mais alguma coisa. Tens medo da superioridade dos outros.
Mais um pouco, e começas a ter medo da tua própria sombra. Começas a recear os teus próprios atos, porque afinal, o teu medo gerou a loucura que agora te possui.
Não te reconheces, nem deixas que te reconheçam. Recusas ajuda e escondes-te nos vicios e no teu próprio personagem, que agora encarnas. Leva-te ao ódio, chegas a fugir dos que gostam de ti. E que recebes em troca?! Talvez um bilhete de borla para o lado de lá!
já nada te consola, pois é tudo tao complicado, para quem sempre tudo teve. Não vale apena esconderes-te do teu próprio meio. Acabas com a tua própria raça!
Não passaste de um falhado, que não teve coragem para enfrentar a própria vida.
Acaba tudo, da pior forma!
Vais ser esquecido, num abrir e fechar de olhos. Jamais serás recordado...a menos que...não, nada!
Submete-te à vida, não deixes que ela te submeta à própria.
Não ganhas nada com isso! Só tens a perder....
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Torturas e afins

Continuo a observar criaturas que vivem afundadas na ignorância e anestesiadas pelo fanatismo religioso, porque parece que continua a não haver liberdade de expressão - pelo menos como eu gostava que houvesse. Possuímos uma liberdade amordaçada!
A forte repressão ideológica exercida na época da inquisição corporizou-se numa instituição que não olhava a meios (praticando torturas e sentenças de morte) para atingir os seus fins.
Atualmente, (por experiência própria) as torturas são fortemente psicológicas e as sentenças não proferem a morte, mas ditam o término da felicidade.
A mim cabe-me a liberdade de pensar...e de me expressar.
Não gosto de ser vigiada junto das coisas originárias e simples. Fico furiosa por haver constante sobreposição dos fortes aos fracos, gerando o caos num mundo à beira do cataclismo.

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A vida

O mundo é infinito, eterno, e assim qualquer ponto é o centro do mundo, tal como Giordano Bruno defendia.
Elevo-mo, desta forma, como amante fiel da vida e da liberdade. Relego para segundo plano o materialismo ambicioso.
Nada melhor que a simplicidade para definir o meu estilo de vida.
Acho legítimo concluir que a inquisição foi causadora de uma repressão lógica. Era uma atmosfera obscurantista e fanática. Agora, é diferente?
Tal como a inquisição, há algo que me mata as ideias de progresso, perseguindo-me enquanto a criatura que exprime preocupação quanto ao futuro da sua prática, e que expressa desejo de uma nova mundividência.

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A luta

Podemos lutar contra quase tudo.
"Contra a arma secreta não! A arma secreta, em alerta permanente, esperando o sinal da partida, podia chamar-se vida! Chama-se amor simplesmente" (António Gedeão).
Acho que não dá para sentir um amor, que não tenha uma dimensão infindável!
Não adianta fugir desse sentimento. Não podemos escapar disso, seria o mesmo que fugirmos de nós próprios. Forjar a nossa própria identidade.
Atualmente, não dá para acreditar enquanto ago não for provado.
É o próprio sistema que nos faz agir assim, desta maneira.
Mas, mesmo assim, sempre há aqueles que defendem perspetivas ou teorias que se opõem às do senso comum, para "quem" a verdade corresponde aquilo que os olhos alcançam e mostram, aqueles que ousam pensar e agir de maneira diversa do correntio. Só que por vezes, estão sozinhos nessa luta constante, por vezes vencem, outras vezes são vencidos, outras vezes ainda, nem coragem têm de aguentar.

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Pessoas... Amizades

Dizem que o verdadeiro tamanho de uma pessoa mede-se pelas coragens e pelas obras. É com estes requisitos que se constroem grandes amizades.
Não esqueço que é preciso encontrar aquele equilíbrio muito íntimo que só uma boa relação amigável pode fornecer.
Mais tarde ou mais cedo, vou ceder e a boa-disposição vai reinar. Até lá, ainda vou engolir muita coisa ,em tal estado e posição, que à primeira sensação de desgosto e terror geral, sucede o riso e turbulenta cachinada, e caio com o peso do meu nome num rabecão já estatelado!
O meu olhar fatigado, nele outro enredo concentra. Busco pelo ar os traços da minha vida passada.
A ânsia de viver faz-se mais forte que todas as razões do passado, que me separava.
Quem me dera que as coisas não parecessem tão grandes e tão pretas...
Pois é a falta de conhecimento que leva à existência de preconceitos.

"Sonho que os meus quatro filhos viverão um dia num país onde não serão julgados pela cor da pele,mas sim pela qualidade do seu carácter" (Martin Luther King).


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domingo, 2 de dezembro de 2012

A caça pela presa continua

Continuava a caça incansável à presa. Ela pode então supor que, num futuro em que o homem nada teme daquilo que não conhece, será perseguido apenas pelo temor do ódio de outrem...o ódio gera medo.
O homem se tem cérebro deve usa-lo, se ainda não o descobriu, não deve tentar mais...com a cabeça às direitas tudo se faz, em todos os campos da vida.
Sabe-se que existe um exorcismo para todas as "doenças, mas para o amor é impossível.
O amor pode não ser a fé mais viva, mas é profundo para quem o sente verdadeiramente!
O amor impõe-se à dor, porque é mais necessário.
Pelo meu imenso silêncio, sucedeu a minha animada participação na vida. São fases alternadas!
De um dia para o outro, sinto-me no ar, envolvida no eco de um grito!

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Desespero

Recuso aceitar o meu desespero, a reconhecer que a medida transborda e que as soluções de remedeio já não servem!
Enquanto como, calada, ensaio dentro de mim um discurso completo. Repentinamente, aquela frase tão simples chama-me à realidade...!
Continuo a sentir-me dominada por um olhar desimpedido!
A morte passa-me por tangentes constantes. É como se me dessem a conhecer um novo mundo. Amanhã, se lá voltar, àquele mundo, novo ciclo de um mesmo processo se repetirá indefinidamente.
Havia uma luz branca, um pouco trémula. Não sei de onde é oriunda.
Milhares de vezes navego mares de tristeza, não é o caos absoluto. NÃO!
A vida é uma lenda! Uma lenda real, sempre mais fascinantes, mais densa e profunda.

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