segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Arriscar?! Lutar?!

Por vezes, não arrisco quando suspeito que, no fundo, no fundo, só queria saber como teria sido se, em vez de virar à direita, tivesse virado à esquerda.
Isto não é mais do que querer tudo ao mesmo tempo, sem abrir mão de nada.
Uma verdadeira lição para algumas pessoas, que não se contentam apenas com uma alternativa.
Gosto de poder fazer o que me dá na real gana!
Gosto de lutar contra injustiças, a favor de causas humanas. Não luto só para inglês ver, luto na tentativa de conseguir a mudança e de marcar alguns pontos com a minha conquista, que é, nem mais nem menos que, a liberdade de um povo sofrido.

(...)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Memorizar tudo o que se passou

Por falar em memória...quando não consigo lembrar-me do nome de alguém, é bem capaz de ser apenas porque esse alguém não me consegue despertar emoções.
Emoções....
Pouco a pouco foi-se acentuando um procedimento abstractivo e tornou-se mais intensa e dramática a minha busca expressiva.
Gostava de começar tudo de novo, do principio e só não começo porque tenho demasiado a perder.
Estão constantemente a colocar-me perante o TUDO ou NADA, num tempo em que as licenças sem vencimento, a nível profissional ou emocional, são cada vez menos toleradas.
(....)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Descoberta

Descubro agora que o mundo está lá fora à espera de um sorriso meu!
Fiz exercícios de acrobacia, por amor dos pontos de vista.
Decidi ser igual a mim, porque gosto mais de ser eu: SOLTA e LIVRE.



O sentimento de liberdade renova-me a alma: o mergulho, o contraluz, a estrada de terra batida que se perde lá longe, o espelho de água e o sol incendeia as linhas que correm no terreno, traçadas a régua e esquadro, o contraste das cores - o amarelo, o verde, o azul, o rosa e o branco, e depois todo aquele deslumbramento de voar como os pássaros, na euforia da gravidade ultrapassada!

(...)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Gosto de ousar, de arriscar!

A minha persistente teimosia faz-me levar as coisas até ao extremo...quero vê-las nascer, acompanhar o seu desencadeamento, até ao seu etc...
Ergo a cabeça, cheia de importância, observo o movimento.
Arrastada pelo vento, comecei a ondular-me levemente, pois era essa a minha maneira de sorrir.
Incrivelmente, esse tempo chegou.
Um dia descobriste-me sentada numa cadeira, sem nada que fazer.. Estava só. Conquistara o futuro!
Todas as tarefas estavam definitivamente cumpridas e eu estava disponível para grandes acontecimentos.
Fiquei franzida de medo, vendo à minha frente um enorme vazio, todas as energias do futuro haviam sido gastas em cada presente que eu vivera.
Arrumei este sentimento numa gaveta fechada a sete chaves.


(...)

Sonho?! Dúvidas?!

Se o homem de hoje está a caminhar em passos agigantados para a travessia das imensidades cósmicas, porque não hei-de ser capaz de vencer outros combates que estão nos mais altos cumes das minhas aspirações?
Porque não se resolveram sob o mesmo império da inteligência e da vontade, tantas outras questões fundamentais da felicidade coletiva que preocupam as consciências mais esclarecidas?
É-me atribuída uma frustração tão grande, por nada poder fazer.
Revolto-me com o sistema!
Revolto-me ainda mais por saber que nós é que fazemos o sistema.
Já me senti como se não fosse ninguém, mas uma coisa com razão!
Sempre que tento contrariar o sistema, provocar uma reação inversa ao habitual, penso sempre que é assustador dar o meu melhor e pensar que não é suficiente....


(...)