A minha persistente teimosia faz-me levar as coisas até ao extremo...quero vê-las nascer, acompanhar o seu desencadeamento, até ao seu etc...
Ergo a cabeça, cheia de importância, observo o movimento.
Arrastada pelo vento, comecei a ondular-me levemente, pois era essa a minha maneira de sorrir.
Incrivelmente, esse tempo chegou.
Um dia descobriste-me sentada numa cadeira, sem nada que fazer.. Estava só. Conquistara o futuro!
Todas as tarefas estavam definitivamente cumpridas e eu estava disponível para grandes acontecimentos.
Fiquei franzida de medo, vendo à minha frente um enorme vazio, todas as energias do futuro haviam sido gastas em cada presente que eu vivera.
Arrumei este sentimento numa gaveta fechada a sete chaves.
(...)
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