segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A teoria dos "teoremas"

Cautela no afirmar, exigência na prova, disposição para a dúvida são requisitos essenciais do espírito crítico.
Afinal, que significados tem a vida?! Desejo insaciável de mais vida? Fome de imortalidade?
Existe perpétua oscilação entre os meus sentimentos ocupados em ir para a frente, ainda que com risco de uma certa insegurança.
Eu sou, por direito de criação, o ser que transcende a medida. O ser menos matematizável. Desvendadora de "teoremas", não haveria erro maior, na expressão de Pascal, do que tratar-me, a mim própria, como teorema. A mim, como a qualquer outro ser humano.
Sou incapaz de declarar como Nietzsche que " Deus está morto".
Há realmente um ser absoluto de cuja natureza tanto mais se sente cúmplice quanto mais o sente heterogéneo e inconciliável consigo próprio.
Deus é-nos estranho porque nos nega. Esta era a opinião de Fernão Magalhães Gonçalves, acerca de Miguel Torga.
Comporto-me como ser humano da dúvida, da hipótese, só que não posso preferir incessantemente a solidão para não cair na brutalidade.

"Pessimismo e esperança são siameses, na sua perceção da alma humana" - Mário Sacramento


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A radicalidade do meu ser

Descrevo-me como um ser humano radical, mas tocado por um sentido de transcendência que simultaneamente se afirma e se revolta (grave esta minha singularidade).
Sempre que busco a salvação sou conduzida a uma porta estreita de uma agonia pessoal. Os meus sentimentos transcendem um valor simbólico e abraçam todas as causalidades psicológicas, todas as razões e informações das condutas.
Sou capaz de assumir a vida para lhe dar sentido...o superficial reflete o profundo e atua sobre ele, modificando-o pela sua ação.

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Olhar irrefletido

A expressão do meu olhar reflete-se em mim própria. Ele sempre me disse alguma coisa, só ainda não percebi o quê.
Deste modo, tento projetar o meu olhar no teu, na esperança que me olhes com diferença, de maneira pouco impulsiva e espontânea acima de tudo.
Aí, tentaria registar as coincidências positivas (por mais impressionantes que sejam), omitir as negativas ( por mais naturais que fossem).
Prometo não usar subterfúgios para te afastares de mim. De certa forma, já me habituei à tua presença.

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