segunda-feira, 20 de setembro de 2010

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(Aparte)

A vida obriga-nos incessantemente a chorar, quer por antecipação, quer por recordação ...
Autor: François Chateaubriand

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Descobrir

Descobrir é estar sempre a partir e a chegar e de novo a partir e de novo a chegar...por isso escrevo, talvez na tentativa de descobrir a minha própria identidade.
Dos textos que escrevo cabe-me a tarefa de os ter e de ter a felicidade de alguém os ler. Quem for ousado e a quem entrar no mundo da minha escrita, cabe-lhe a tarefa de descobrir as ligações subtis, de as descascar, de perceção em perceção, de saber os elos que as ligam, de desembaraçar os nós dos fios que eventualmente as unam, de imaginar um trajeto.
São as sentidas palavras que escrevo, que me sabem guiar por obscuros percursos de súbito claros, como se cada um fosse uma pequena pedra luminosa de uma estrada qualquer que inevitavelmente me levasse a algum lugar desde já desconhecido.



(...) - continua

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

As bagas de suor disfarçavam lágrimas mal contidas

Deitei-me à beira-mar, com a cabeça sobre o teu peito. Apetecia-me adormecer assim e deixar vogar o pensamento como o barco que se avistava ao longe, porque me sentia bem naquele momento. Sentia-me segura, viva...quanto estamos juntos é tudo tao verdade! Na atmosfera prenhe de suor e poeiras, o tufo e o ar formam um só corpo, uma só mentalidade, um só amor. Cai-me por baixo dos olhos a frase que mais sentido tem na vida...
O AMOR NÃO É UM JOGO, PELO MENOS NÃO DEVERIA SER! TORNA-SE FACILMENTE COMPLICADO FALAR DE ALGO TÃO INDESCRITIVEL.






(...)

No alto o azul, no fundo o mar...

... que desmaia e se dissolve em ouro no horizonte.
A brasa do nosso amor, ao mergulhar vai fazer explosão.
No mar, grandes chapadas de prata na esteira do sol, que no areal reverbera e ofusca.
Nortada rija enchendo a boca de areia e de salpicos de espuma amaga.
Sinto-me afogada em luz e agitada de vida, no azul do céu e na onda que enconcha e estoira, repercutindo-se em som e espalhando-se em pó esverdeado.
Reverberação de sol, poeira de água luminosa que vibra e estremece.
Depois largas-me, corro ao fundo, entro na água que esguicha e segues-me, caímos na água salpicada de espuma. Por cima de nós, o ar parece tremer, agitado pelas baforadas de calor que se desprendiam sobre nós.
Desprendia-se um bafo de suor. Sentia-me derreada pela violência do calor que me trespassava a blusa.
(...)