Descobrir é estar sempre a partir e a chegar e de novo a partir e de novo a chegar...por isso escrevo, talvez na tentativa de descobrir a minha própria identidade.
Dos textos que escrevo cabe-me a tarefa de os ter e de ter a felicidade de alguém os ler. Quem for ousado e a quem entrar no mundo da minha escrita, cabe-lhe a tarefa de descobrir as ligações subtis, de as descascar, de perceção em perceção, de saber os elos que as ligam, de desembaraçar os nós dos fios que eventualmente as unam, de imaginar um trajeto.
São as sentidas palavras que escrevo, que me sabem guiar por obscuros percursos de súbito claros, como se cada um fosse uma pequena pedra luminosa de uma estrada qualquer que inevitavelmente me levasse a algum lugar desde já desconhecido.
(...) - continua
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