Quando eu nasci não houve nada de novo, senão eu...eu e a minha situação.
Vejo-me de queixo caído, a apertar as mãos contra o meu peito! Tinha os olhos fechados. O pulso forte. Os factos miúdos que me estragaram a vida, pegam-me de novo e tornam a arrastar-me.
Desviam-me cada vez mais de toda a gente e isolam-me numa apatia da qual não tenho forças para escapar.
Sei e ouço as respostas às minhas palavras, vejo as maneiras peculiares de mexerem os lábios, de sorrirem com tristeza, ou de ficarem taciturnos por largos espaços.
Estas e outras coisas acarretam-me a fama de ter o miolo avariado. Eu sei!! Há até quem se ponha a seguir as minhas manobras e sorria.
(...)
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