quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Confesso-me

Gritos de dor e desespero juntavam-se num só rumor, grosso e possante como os rumores do cataclismo.
Gostava de poder procurar nesses seres amargurados pela vida o que ainda ninguém descobriu.
A guerra não pode encobrir a sua inocência, a sua ingenuidade, a sua fragilidade e principalmente a sua existência.
Apesar de tudo, são tão humanos quanto nós somos. Só porque possuem esperanças perdidas.
Gostava de poder mostrar-lhes o voo dos sonhos e as viagens dos cavalos mágicos.
Gostava de poder fazer com que voltassem a sonhar e a agir de acordo com a faixa etária a que pertencem!
Não lhes podem roubar a felicidades de serem crianças...
Pedem a Deus que mandem um alívio a cada sofrimento. Que mandem uma estrela a cada escuridão.
Gostava de poder despertar nelas coisas para amar.
Sonho um dia conseguir salva-las, transporto campos de esperança no coração e a liberdade no meu olhar...
(...)

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